"Buried Sorrow" by Denilce Luca - desenho feito com as mãos e pés na areia da praia, detalhes com galhos e conchas.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
"Tempo" by Denilce Luca
Contigo quero todos os pecados
Quero amar com pressa e aos poucos
Quero pele, cheiro e gozo
Quero tudo muito
Quero olhar, tocar, beijar
Quero abraçar
Quero ficar
Mas preciso ir.
E vou.
E o Tempo passa.
O Tempo não gosta de pecados.
Tampouco a distância.
Aliados vêm o Tempo e a Distância a me roubar a vida
A me roubar pecados...
O Tempo passa.
A Distância fica.
A mim resta lembrar...
Lembrar com dor e vontade
Rezando para o Tempo então passar e outra vida chegar
Rezando para que nessa nova vida você chegue depressa
E eu, sem pressa, possa enfim contigo pecar
Contigo quero todos os pecados
Quero amar com pressa e aos poucos
Quero pele, cheiro e gozo
Quero tudo muito
Quero olhar, tocar, beijar
Quero abraçar
Quero ficar
Mas preciso ir.
E vou.
E o Tempo passa.
O Tempo não gosta de pecados.
Tampouco a distância.
Aliados vêm o Tempo e a Distância a me roubar a vida
A me roubar pecados...
O Tempo passa.
A Distância fica.
A mim resta lembrar...
Lembrar com dor e vontade
Rezando para o Tempo então passar e outra vida chegar
Rezando para que nessa nova vida você chegue depressa
E eu, sem pressa, possa enfim contigo pecar
sábado, 2 de novembro de 2013
"Tão só uma vida" by Denilce Luca
(Uma lágrima derramada a tantas mulheres...tantas vidas. Uma lágrima a tantas mulheres perfeitas. Uma lágrima a tantas mulheres dotadas de extraordinária sabedoria de vida, pois da vida só entende quem realmente sofre. Uma lágrima a tantas mulheres desprovidas de qualquer chance, desprovidas de um olhar, desprovidas de vida.)
(Uma lágrima derramada a tantas mulheres...tantas vidas. Uma lágrima a tantas mulheres perfeitas. Uma lágrima a tantas mulheres dotadas de extraordinária sabedoria de vida, pois da vida só entende quem realmente sofre. Uma lágrima a tantas mulheres desprovidas de qualquer chance, desprovidas de um olhar, desprovidas de vida.)
Uma vida de mulher
Uma vida desgraçada
Abençoada em suas preces e falas apenas
Bendizendo humildemente o deus no qual
deposita sua crença o dom da própria vida e as dos que gerou
Os que de seus seios agora murchos e secos sugaram
alimento
Os que receberam o amor que a si mesma ela
nunca dedicou
Ah Mulher... Se pudesse pedir algo a teu deus
Eu pediria que te libertasse
Pediria que te livrasse do peso que te
impede de sentir-se livre
Que te livrasse do peso que te impede de
expressar a dor e o rancor presos em teu peito
Que te livrasse do peso que te impede de
maldizer seus filhos e as crenças às quais internamente agora renega
Que te livrasse do peso que te impede de amaldiçoá-lo
Que te livrasse do peso da crença
Que te livrasse do peso dessa vida
miserável
E há tantas de ti pelo mundo
Esmagadas pelo sofrimento de uma existência
destituída de vida própria
Vida vazia dedicada à servidão
Feias, magras, secas.
Tantas dessas pelo mundo
Mas ninguém vê
Ninguém nota
Imperceptível o rastro de uma vida vazia
Não há beleza a ser notada
Não há um belo corpo a ser admirado
Não há riqueza a ser invejada
Só uma vida
E afinal... que importância uma vida tem?
terça-feira, 24 de setembro de 2013
“Execução” (Padeceu sob o rebanho. Não foi crucificado. Foi porém morto e sepultado)
by Denilce Luca
Encarcerado,
mas liberto na alma.
Venci o
medo.
O medo que
impede o fraco de fazer o que quer.
O medo que
incrusta os da minha raça em rebanhos.
Sem temer a
qualquer deus, qualquer pai, filho ou santo espírito.
Serei
executado.
Execução
duplamente justificada pelo medo.
Pelo medo
que venci
Pelo medo
que os de minha raça têm do ser que me tornei
Agi só. Forte.
Resoluto.
Aguardo ser
executado pelo covarde rebanho.
Matei por haver
perdido o medo.
Serei morto
porque provoco medo.
Aos últimos
instantes da vida enfadonha
Com meu
último suspiro vem um sorriso
Feliz e sem
medo.
Livre do
medo. Livre da raça.
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