"The God of The Night" by Denilce Luca
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
'Avesso' by Denilce Luca (ilustração José Almada Negreiros)
Sinto mais forte na carne as invisíveis chibatadas da vida
Tantas dores sofridas, antes acolhidas e acalentadas
Lágrimas e choros abafados no colo quente, tão perto do útero que um dia acolheu esse corpo que também morre a cada dia...
Clamo agora no vazio
Talvez a deuses eternos e etéreos
Invisíveis como as chibatadas que me cortam
Sussurro ao léu
Tudo é escuro, tudo é vazio
Até que um dia, no avesso do avesso, eu possa nascer do outro lado
Talvez novamente brotando do teu útero
Sentindo o calor que guardei dentro de mim como pequena chama que arde fazendo viver a lembrança
Lembrança eterna
Dor eterna
Até que os eternos deuses etéreos escutem minhas súplicas
E finalmente me levem ao avesso do avesso
Talvez onde estejas, onde decerto não há carne, nem chibatadas, nem dor.
Sinto mais forte na carne as invisíveis chibatadas da vida
Tantas dores sofridas, antes acolhidas e acalentadas
Lágrimas e choros abafados no colo quente, tão perto do útero que um dia acolheu esse corpo que também morre a cada dia...
Clamo agora no vazio
Talvez a deuses eternos e etéreos
Invisíveis como as chibatadas que me cortam
Sussurro ao léu
Tudo é escuro, tudo é vazio
Até que um dia, no avesso do avesso, eu possa nascer do outro lado
Talvez novamente brotando do teu útero
Sentindo o calor que guardei dentro de mim como pequena chama que arde fazendo viver a lembrança
Lembrança eterna
Dor eterna
Até que os eternos deuses etéreos escutem minhas súplicas
E finalmente me levem ao avesso do avesso
Talvez onde estejas, onde decerto não há carne, nem chibatadas, nem dor.
sábado, 12 de abril de 2014
"Eterno" by Denilce Luca
Quando era uma mulher de tantos e poucos
anos parei para ver onde estava.
Incapaz de me localizar no Tempo e no
Espaço percebi tão-somente que me distanciava da vida.
Por estar envelhecendo talvez.
Mais perto da chamada Morte e cada vez mais
longe do que chamam Vida sentia mais amenas as dores, menos intensas as
alegrias.
Tomada por um torpor anestésico. Assim eu estava.
Imersa em devaneios que davam a minha
mente um incomensurável tamanho e faziam meu corpo como que definhar lenta e
sofregamente.
Desprovida de qualquer senso dimensional em
vão tentava tocar meu próprio corpo.
Sentia-me levitar apenas.
Tomei plena consciência de minha própria
evanescência.
Enfim agora não há mais Tempo, não há mais Espaço,
não há mais som, não há mais palavras.
Restaram essas poucas que aqui deixo para
que leias, para que apenas leia, sem tentar compreender algo.
Essas últimas palavras que guardei para aqui
deixar são as que sempre ecoarão, em qualquer dimensão. Desafiando qualquer Tempo,
qualquer Espaço. Qualquer crença, qualquer verdade, qualquer deus, qualquer
limite.
Em breve estarás comigo meu amor.
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